Fórum de políticas públicas LGBT realiza último encontro de 2016

O município do Cabo de Santo Agostinho recebeu o 5º e último encontro do Fórum Permanente de Políticas Públicas LGBT do ano de 2016. A reunião aconteceu na quinta-feira (24/11), no auditório da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (Fachuca), no bairro da Destilaria, reunindo representantes do governo municipal, estadual e sociedade civil. Desta vez, o grupo fez um balanço das ações realizadas durante o ano em curso, e apresentou as propostas para a continuidade das ações em 2017.

O Fórum Permanente de Acompanhamento de Políticas Públicas LGBT do município é um espaço em que sociedade civil e administração pública podem dialogar e ouvir as demandas do segmento, refletindo sobre as políticas em questão e propondo estratégias para o avanço delas, a nível municipal.

Durante o encontro de quinta-feira, foram elencadas e discutidas as ações que vêm gerando resultados importantes no avanço da política pública LGBT e no combate ao preconceito. Dentre elas, a criação dos grupos de apoio psicossocial, nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) das praias e do distrito de Jussaral, e a busca ativa para a formação desses espaços de diálogo nos demais centros, além das ações de conscientização nas escolas e as capacitações para os servidores da porta de entrada da Assistência Social e da saúde.

Representante da coordenadoria estadual LGBT da Secretaria de Desenvolvimento Humano, Criança e Juventude, Marconi Medeiros, falou sobre a parceria com a Coordenação Municipal (vinculada à Secretaria de Programas Sociais) e o trabalho que vem sendo desenvolvido no Cabo. “Enquanto Coordenadoria Estadual percebemos que é bastante importante a experiência que esta cidade traz pra a gente, com a construção de um fórum de gestores ouvindo a população LGBT, e atendendo as demandas dessa população nos CRAS, que são portas de entrada da Assistência Social”, disse.

O coordenador de Políticas Públicas LGBT do Cabo, Fernando Rodrigues, fez um balanço das ações realizadas durante todo o ano e acredita que é preciso ampliar e dar continuidade a essas iniciativas. “Neste ultimo encontro de 2016, posso dizer que me sinto feliz com o trabalho que vem sendo promovido. Dificuldades nós sabemos que existem em todos os lugares, mas precisamos avançar. Quero destacar o trabalho nos CRAS, que vem articulando e buscando nesses espaços formar novas lideranças LGBT. Ao longo dos encontros tivemos a oportunidade de ouvir membros do segmento e saber que eles estão mais fortalecidos e com outras perspectivas”, avaliou. “Nosso desejo é ver esse trabalho cada vez mais fomentado, através de uma política intersetorial em prol do público LGBT”, disse ainda.

Na ocasião, os representes do segmento também puderam compartilharam suas experiências e falar sobre a participação nos fóruns de discussão. Para Viviam Beltrão, 18, moradora do distrito de Jussaral, essa participação foi muito importante. “Hoje eu me sinto mais forte. Vi que posso ter outras oportunidades e não seguir por caminhos errados”, disse. Já Leona Santos, 19, acredita que é preciso lutar para fortalecer o segmento. “Sempre faço o possível pra participar dos encontros tanto aqui quanto no grupo LGBT do CRAS de Jussaral, que me ajudou muito ver as coisas de um jeito diferente”, informou. “Temos que continuar lutando. Não podemos desistir jamais”, disse.

 

Texto: Ascom da SMPROS/Cabo

Fotos: Roque de Jesus