Saúde alerta viajantes sobre vacinação contra febre amarela

vacina_febre_amarelaA Secretaria de Saúde do Cabo de Santo Agostinho alerta os viajantes sobre cuidados com a saúde e orienta sobre a vacinação contra a febre amarela. Pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, áreas de recomendação do Ministério da Saúde, devem se imunizar. As doses da vacina estão disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USFs) do município.

Segundo a gerente de Vigilância em Saúde, Maria Eugênia Farias, o Ministério da Saúde orienta a vacinação contra febre amarela, “pois a doença tem maior número de casos nos meses entre dezembro e maio, e a transmissão é considerada possível em grande parte do Brasil”, ressaltou a gerente. “A vacina é altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes de áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença”, completou ela. O vírus da febre amarela se mantém naturalmente num ciclo silvestre de transmissão, que envolve primatas não humanos (hospedeiros animais) e mosquitos silvestres.

No último mês de dezembro foi registrado um óbito por febre amarela, no município de Ribeirão Preto, estado de São Paulo. O caso foi acompanhado pelo Ministério da Saúde que verificou que a pessoa morava próxima à área de mata e, consequentemente, de recomendação da vacina.

VACINAÇÃO – A Organização Mundial da Saúde considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como pode haver queda na imunidade com o tempo de vacinação, o Ministério da Saúde definiu a manutenção de duas doses da imunização no calendário nacional de vacinação, sendo o esquema vacinal uma dose aos noves meses de idade com reforço aos quatro anos. Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses. Apesar da alta eficácia do imunobiológico – que age em pontos específicos do sistema imunológico, o Ministério da Saúde alerta que nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração desta vacina deve ser condicionada a avaliação médica individual de risco-benefício e não deve ser realizada em caso de imunodepressão grave.

Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina), assim como pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica), também devem buscar orientação de um profissional de saúde.

DOENÇA – Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20 a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave, podendo vir a óbito.

SERVIÇO – A Secretaria Municipal de Saúde recomenda procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Essa orientação é importante, principalmente, àqueles que realizaram atividades em áreas rurais, silvestres ou de mata como pescaria, acampamentos, passeios ecológicos, visitação em rios, cachoeiras ou mesmo durante atividade de trabalho em ambientes silvestres. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3524-9183.

Texto: Amanda Falcão – Secom/Cabo