Projeto Lei Maria da Penha nas Escolas é aplicada no Cabo de Santo Agostinho
access_time05-12-2019



Por Lígia Barbosa
Fotos: Gilberto Crispim


O Projeto “Lei Maria da Penha nas Escolas” teve início nesta quarta-feira (04/12), na escola Ariosto Nunes Martins, localizada no centro do Cabo de Santo Agostinho. Com atividades lúdicas, a programação começou às 14h e seguiu até às 16h. A iniciativa da Secretaria Executiva da Mulher, no município, tem como objetivo mostrar a importância da Lei Maria da Penha, além de trabalhar a formação e conscientização de crianças e jovens, afim de que atuem como agentes transformadores da realidade.
Em nosso meio social, é comum a naturalização da agressividade, principalmente quando a vítima é mulher. De acordo com os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, por dia, 15 mulheres morrem apenas pelo fato de serem mulheres, e outras 500 são agredidas a cada hora.

Neste cenário, foi identificada a necessidade de ações voltadas para esse público, visto que a educação ainda é o melhor meio para prevenção e combate da violência no ambiente doméstico e familiar.
A programação, recheada de atividades para os alunos, se utilizou de linguagens artísticas por meio de teatro, dança, música, literatura, entre outros. Na ocasião, foram provocados diálogos e disseminação de novos ideais na construção e consolidação da igualdade entre homens e mulheres, fazendo com que essa violência deixe de ser natural e tolerada, mas transformada.

De acordo com a secretária Executiva da Mulher, Dalvanice Nascimento, a conscientização é ainda mais importante na infância e adolescência. “Temos que focar na prevenção, informar e conscientizar esse público, acreditando que meninas não se tornem mulheres tolerantes a esse tipo de violência, e meninos não se tornem possíveis agressores, mas ambos sejam capazes de reconhecer sinais de abuso e violência, podendo ser intermediadores e combatentes em prol da justiça e da paz” afirma.

João da Silva Soares tem 13 anos e aprendeu que deve haver o respeito mútuo entre o casal, através da peça teatral. “Eu pensava que era obrigação da mulher fazer as coisas sozinha dentro de casa, hoje sei que o homem tem que ser bom e ajudar. É errado gritar e bater na mulher também. Quando casar vou tratar a minha esposa muito bem. E se eu ver na rua algum homem batendo em mulher eu vou denunciar, porque a Lei Maria da Penha é forte”, ressalta.

Maria Eduarda da Silva Gusmão, tem 13 anos, identificou que o sexo sem o consentimento da mulher é estupro. “Quando eu casar, só vou fazer (as coisas) quando eu quiser, porque é errado o homem ser egoísta e só pensar nele”, disse.

O projeto tem continuidade durante todo o ano de 2020. A Secretaria de Educação do Cabo irá levar às escolas da região, palestras, oficinas e rodas de diálogos, a fim de contribuir para a mudança de mentalidade e comportamento na comunidade escolar, na família e na sociedade.




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